Férias sempre é bom.
Aproveitar as férias para passar mais tempo com minha esposa é muito melhor. Curtir a casa, as pessoas que eu amo, o cachorro, caminhar na quadra, só isso já é maravilhoso.
Melhor ainda quando eu e Katia fizemos as malas e pegamos o avião para Porto de Galinhas. Cinco dias de Lua de Mel no paraíso.
A viagem foi tranqüila. Vôo no horário, transfer aguardando no aeroporto e um guia muito simpático. Alias, cabe aqui uma observação, fomos muito bem recebidos. Guias e moradores deram as melhores informações de onde comer, onde ir e a história da vila de Porto de Galinhas.
Chegamos ao hotel por volta das 16h. Uma passadinha no quarto para deixar as malas e fomos conhecer o hotel e a praia.
É o paraíso. A praia era praticamente nossa. Nada como viajar fora da temporada.
Aproveitamos o fim de tarde para caminhar um pouco pela praia e assistir um entardecer cheio de cores.
A praia cheia de coqueiros, o sol se pondo, o céu colorido e nós dois caminhando apaixonados na praia exclusiva.
Depois de curitr um bocadinho da praia voltamos ao hotel que já estava de luzes acesas nas piscinas.
Um jantarzinho no próprio hotel na primeira e noite e fomos dormir para recarregar as baterias para o dia seguinte.
Logo cedo um belo café da manhã com direito a tapioca e queijo coalho grelhado.
Bom dia enamorado e vamos passear.
No primeiro dia escolhemos fazer o trajeto caminhando até o centro da vila de Porto de Galinhas. Pela praia são cerca de 3,5 km caminhando entre céu e mar.
Uma caminhada gostosa e duas horas depois, praticamente sozinhos na praia e parando para refrescar nas águas mornas do nordeste, chegamos a praia perto do centrinho. Uma paradinha para uma água de coco na beira da praia que ninguém é de ferro.
O almoço desse dia foi um capítulo a parte. Não tinhamos uma indicação para almoçar e um morador indicou o restaurante Peixe na Telha. Uma deliciosa indicação. Saborosa e diferente e muito bem preparada e apresentada. E a vista do restaurante para completar.
Depois de um delicioso peixa com com molho de castanhas, para sobremesa, uma cocada preta fantástica. E voltamos para o hotel para descansar um pouco antes de sair a noite.
A noite fomos para o centrinho da vila jantar e ver o movimento. Como em outras cidades turísticas, a atração diurna são as praias e a noite todas as compras e os restaurantes. Todas as lojas ficam abertas e o movimento é grande. Nós optamos por comer tapioca e a escolha não poderia ter sido melhor. O "Tapioca da praia" é somente uma portinha apertada de cerca de 2 metros e com duas meninas trabalhando somente. Mas a tapioca era fantástica e com muita variedade de recheios.
Antes de voltar para o hotel, um passeio pelas ruas principais e encontramos na beira da raia, no local de onde partem as jangadas para o passeio diurno, uma feira de pintores locais.
Cansados, voltamos para o hotel.
Para o segundo dia, depois de algumas conversas, optamos pelo passeio "ponta-a-ponta" de "buggy". Um tour por porto de Galinhas que cobre desde a praia mais ao norte, Muro Alto, até a Pontal do Maracaípe, no extremo sul da região, incluindo as piscinas naturais dos recifes, principal e mais conhecida atração da cidade. Como a visita aos recifes depende do horário da maré e a baixa estava acontecendo muito cedo, acabamos fazendo Muro Alto e o Pontal no primeiro dia e deixando as piscinas naturais para o segundo.
Muro alto, a primeira parada deposis de sacolejar no "buggy" por uma pequena reserva de mata atlântica, é uma praia totalmente protegida por um recife alto. Ao contrário das piscinas naturais, esse recife não é superado pela maré alta e serve de proteção permanente para a praia.
Colocamos as máscaras de mergulho e fomos explorar o local. Chegamos até o recife, subimos, olhamos e voltamos para a areia, cheios de sorrisos, depois de um banho de mar.
De Muro Alto atravessamos para a ponta sul, o Pontal do Maracaípe, lar e berçario dos Cavalos Marinhos. No caminho encontramos uma curiosa e colorida pousada e restaurante, Pousada das Galinhas.
Cheia de esculturas e cores a pousada se destaca na paisagem e parece muito simpática.
Seguindo para o Pontal do Maracaípe passamos pela Praia de Maracaípe.
Chegando a foz do Rio Maracaípe.
Onde embarcamos num passeio de jangada pelo rio adentro, buscando os cavalos marinhos.
Os jangadeiros são licenciados e recebem treinamento do IBAMA para manejo e presevação do estuário. São eles que guiam o passeio e mergulham a procura do cavalos marinhos. Os turistas que quiserem podem cair na água e procurá-los.
Não tive muita sorte nesse ponto. Mas os jangadeiros conseguem localiza-los com mais facilidade e os trazem para serem apresentados aos turistas.
Apesar do stress imposto aos bichinhos, a população de cavalos marinhos da regiao vem aumentando devido aos esforços preservacionistas e a delimitação da reserva. Também existe na região o Projeto Hippocampus para a preservação do cavalo marinhos, a nossa próxima parada.
No caminho de volta para o Projeto Hippocampus uma parada em mais um excelente restaurante da região.
No projeto pudemos conhecer um pouco mais sobre esse delicado animal e ver diversas variações deles. Muitas cores e chegando a impressionantes 17 centímetros.
Hora de voltar para o hotel e descansar mais um pouco. A noite voltamos ao centro da vila, comemos mais uma deliciosa tapioca e olhamos as lojas. Caminhando, conversando e aproveitando mais um fim de dia.
O terceiro dia começou cedo para visitar as piscinas naturais ainda na maré baixa. Um trajeto rápido de "buggy" até o centro e antes das 8 horas já estávamos sentado na jangada.
E pouscos minutos depois nos recifes que afloram a superfície na maré baixa.
Tem até uma versão natural do mapa do Brasil repleta de peixes. E como tem peixe nesses recifes.
Peixes, águas cristalinas e o meu amor.
Depois um mergulho de snorkel e máscara para ver esse fantástico mundo subaquático. Foi aí que eu descobri que fotografar com a caixa-estanque em apnéia é muito mais difícil do que eu imaginava. As fotos dentro d'água, na sua maioria, ficaram ruins. Uma pena. Mesmo assim dá para perceber a quantidade de peixes e a naturalidade que eles chegam perto de nós. Claro, depois de viciados em ração pelos jangadeiros.....
Comem na mão. Basta colocar a mão dentro d'água, com ou sem ração, e eles vem correndo, digo, nadando. O IBAMA também está presente para garantir a visitação controlada e um menor impacto ambiental, mas este é inevitável. Talvez devêssemos estudar outra forma de apreciar essa maravilha, com menos interação e mais observação.
Depois do passeio voltamos para a praia e fomos para nosso restaurante preferido, Peixa na telha, aproveitar um pouco mais desse paraíso.
E que paraíso.
A noite voltamos a vila para um último passeio, mais uma tapioca e as comprinhas finais. Na lembrança ficou só a felicidade de ter conhecido e aproveitado esse paraíso, eu e Katia, felizes.
No último dia, mais alegria.
E voltar para casa para planejar a próxima.



























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